Begotten (EUA, 1990): Obra de arte revolucinária ou pretensão verborrágica de uma mente profana? Filmado com película em 16mm reversível, própria para slides, a obra do diretor, dramaturgo, poeta e pintor Edmund Elias Merhige é um radical experimento artístico, capaz de fascinar ou irritar. São 78 longos minutos de imagens sombrias e perturbadoras com direito a tripas escorrendo, sexo oral explícito, auto-flagelação, estupro e muuuita blasfemia. Religiosos devem passar longe deste longa que traz personagens com nomes altamente simbólicos como “Deus Suicidando”, “Mãe Terra” e “Carne Sobre Ossos”. Seja abordado por entusiastas ou detratores, algo é certo: é impossível considerá-lo um trabalho vulgar. Talvez o mais facilmente digerível desta lista, é também um dos mais doentios e inovadores filmes jamais realizados.
Local do 157: Getro
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