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Outubro de 2015

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Gilson Marciano - A agressão humana

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Amparados nas teses do psicólogo evolucionista Steven Pinker; buscaremos uma melhor compreensão do comportamento humano; fazendo uma revisão no modelo clássico de ciências sociais. Para ele o arquétipo delineador do comportamento humano se encontra ultrapassado e já não consegue abarcar a complexidade social deste início de século XXI. No seu entendimento; o regramento social vigente é oriundo de uma moralidade alicerçada no período moderno; e que na sua ótica se fundamenta em cima de três mitos; sendo eles: o fantasma na máquina; que têm suas origens nos pensamentos do filósofo francês René Descartes; a tábula rasa; que pressupõe sermos uma folha em branco quando nascemos; tese fundamentada pelo filósofo inglês John Locke; o bom selvagem; entendimento que diz que o homem em estado de natureza é bom; e que o convívio social o torna pervertido; proposta levantada pelo filósofo genebrino Jean-Jacques Rousseau. Em contra posição a tais fundamentos; os entendimentos de Steven Pinker estimulam uma reavaliação no conceito de natureza humana; e que desta reflexão possam surgir novos instrumentos (padrões de moralidade e aparatos jurídicos) que possam amenizar comportamentos nocivos – assassinatos; estupros; guerras – dos quais a espécie humana ainda não conseguiu se desvencilhar totalmente no decorrer de sua caminhada evolutiva. As idéias de Steven Pinker; como se pode notar; são provocativas ao mesmo tempo em que põe abaixo alguns pilares que sustentam o edifício da moralidade ocidental.


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